terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

AGORA É QUE VAI SER MALHAR

Diplomas sobre avaliação dos professores são ilegais, defende Garcia Pereira. P
Estava à espera desta noticia por estes dias, não me surpreende e a obviamente quem está dentro do assunto. Já aqui tinha partilhado que este ministério iria cair na própria armadilha que criou proporcionada pela enorme e gritante incompetência. E cai precisamente pelas associações de professores independentes, o que me leva a crer que este é o caminho, sem excluir ninguém, obviamente que há que perguntar para quê sindicatos com 2000 sócios, ou certas agendas sindicais preocupadas em salvar velhos paradigmas.
Quanto às inconstitucionalidades e às várias quebras à hierarquia do direito, não me quero alargar, as evidências falam por si, somente acrescentar, que os ataques vão começar às opções de esquerda de Garcia Pereira, e é caso para perguntar a essa cambada de fascistas se Portugal é um pais democrático multipartidário? Então caros amigos ide para a Venezuela ou Líbia, os novos amigos democráticos do vosso 1º.
Os tribunais regem-se pelas leis da republica, não por opções politicas. Para os interessados podem consultar aqui a carreira académica, profissional e de cidadania de Garcia Pereira.

Fugide riquinhos, vem ai o zézito

Eu até já estava para ir à minha vida, mas começo a ler a corja nos jornais e o sangue aflui-se-me às pontas dos dedos e querem é teclado.Diz o pinocrates no P:
_" foi este Governo que (...) congelou as pensões mais altas que estavam muito próximas de 12 vezes o indexante de apoios sociais e eram muito elevadas." a resposta está aqui
_"como é que alguém diz que não é possível fazer isto apenas porque não é possível identificar um rico". "Nós sabemos quem é rico e quem não é rico."Começo a entender, depois da perseguição a todas as classes profissionais, agora o bode expiatório vão ser os ricos, claro está que p´ró pinocrates o sucesso da medida está na definição de rico, e ai, todos os que ganhem mais de 1500 euros mensais brutos devem entrar.
_"Mais obras públicas não porque isso dá emprego, imaginem, a estrangeiros. Mais investimento também não, porque não há dinheiro para nada"(diz o pinocrates sobre Ferreira Leite) sobre isto aqui fica a resposta do Prof. João César das Neves

MP profere acusação U.Independent

Lisboa, 30 Jan (Lusa) - O Ministério Público (MP) proferiu acusação por crimes de natureza económico-financeira contra 23 pessoas singulares e três pessoas colectivas, no âmbito do "caso Universidade Independente", que teve início em 2006.
Segundo uma nota da Procuradoria-Geral da República (PGR), os arguidos são acusados da prática de crimes de "associação criminosa, fraude fiscal qualificada, abuso de confiança qualificada, falsificação de documento, burla qualificada, corrupção activa/passiva, corrupção no sector privado, branqueamento, recepção ilícita de depósitos".
Foi aqui, nesta universidade, que o actual primeiro-ministro e outro notório personagem, Armando Vara, "tiraram" a sua licenciatura e receberam qualificações académicas, para se intitularem engenheiro e dr.
Por estas acusações, a universidade mais parecia um antro de
delinquência
A licenciatura do PM ainda conta com uma particularidade de relevo: o seu professor principal, António Morais, que o PM só conheceu enquanto professor ( claro, claro...) vai responder em breve, por crimes de corrupção e branqueamento de capitais.
Prestígio como este, não há por aí, aos pontapés. portadaloja
Bons comentarios a tudo isto aqui

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

P.Conselhos Executivos: declaração de Coimbra

Os 212 Conselhos Executivos reunidos em Coimbra, consideram que a insistência na aplicação do modelo de avaliação parece responder apenas a dois objectivos, um político que se esgota num mero cumprimento de calendário, outro, digo eu, economicista, alcançado com terrorismo de estado e esclavagismo junto da classe.

Da reunião resultou esta declaração

CONTRA-PROPOSTA ME:dividir para reinar

Contra a proposta dos sindicatos de tornar a carreira única, o ME responde com artimanhas para distrair do essencial, dividir para reinar.SOL
Nada de novo. Ainda assim pergunto: se o 6º e 7º de professor, servem para compensar o afunilamento da carreira na entrada para titular, terão o mesmo índice do 1º e 2º de titular?
Se me recordo, a carreira de professor acabava no 5º, com um 6º escalão para estacionar à espera de vaga(neste, apartir de 6 anos de espera, o indice morria por ali), agora vêm mais 6 para um 7º escalão? Qual a esperança média de vida?
Já agora acho piada na carreira de professor tudo é pedido, a esses, se tiverem oportunidade de chegar a titular só com provas públicas. Agora para este concurso de titular entram todos sem critério, sem provas: diz o Pedreira no público_"não exige a prestação prévia da prova pública prevista no ECD"(...)"Esse concurso permitirá o acesso à categoria de professor titular a alguns milhares de professores". Ou seja, nada garante, que os titulares entrados agora, que serão a garantia do sistema nos próximos 20 anos preencham critérios de qualidade. Aliás os problemas já tinham começado pelas regras do 1º concurso de titulares.
Não pretendo aqui fazer um juízo da qualidade dos docentes, somente demonstrar que ME não se rege por critérios de qualidade ou equidade na carreira, apenas pretende favorecer os que estão no último terço da carreira, para assim nos dividir. Esta gente já mostrou que é traiçoeira e não paga a bufos e boys, veja-se o que a sinistra disse dos executivos_” se o processo está com problemas a responsabilidade é dos Srs. Presidentes dos Conselhos Executivos”.
Quanto a um último escalão nos professores titulares, é uma falácia, a legislação já previa equiparação com os quadros superiores técnicos. Aprenderam com o chefe, anunciar obra com fita já cortada.
O problema da corja, á que a classe docente pensa!

TERRORISMO DE ESTADO E ESCLAVAGISMO NA CLASSE DOCENTE

Os 212 (+77 que na última)Conselhos Executivos reunidos em Coimbra, consideram que a insistência na aplicação do modelo de avaliação parece responder apenas a dois objectivos, um político que se esgota num mero cumprimento de calendário, outro economicista alcançado com terrorismo de estado e esclavagismo junto da classe.
-Sublinham que este modelo de avaliação prejudica a qualidade do ensino, arrasa o ambiente de trabalho nas escolas e é gerador de injustiças.
-Não há normativos legais que obriguem os docentes a definir objectivos individuais, e como tal não há consequências para quem não o faça.
-Os presidentes consideram que os professores se devem reger pelos objectivos que estão traçados nos Projectos Educativos e nos Planos Anuais de Actividades.
Outra reunião vai ser agendada para breve em Lisboa.

Não morder a mão do dono

Diz aqui a nossa amiga que quase todos os sectores da sociedade, e alguns, pilares da democracia, se juntaram numa cabala a Sócrates.
Pois! a quem se senta no colinho do avô soares, convém não morder a mão ao dono.
Pscr: sempre foi boa estratégia lançar suspeições generalizadas, culpando todos e não culpando ninguém, especialmente o pinocrates.

RICARDO SALGADO: Quem não sabe ensina

Diz aqui o pato bravo: "quem não sabe, ensina..."

Eu já saquei o guito do Banco Best e do BES, e você?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

PS Vs Bloco: caminhos cruzados

O PS de Sócrates está desesperado. Tenta minimizar estragos dos escândalos de corrupção emperrando a justiça com os magistrados a condenarem a interferência do governo na investigação do Freeporte; segundo o sindicato dos magistrados há suspeitas de vírus informáticos largados em computadores e subfinanciamento, tudo para atrasar os processos. Isto é muito grave, porque destroi a credibilidade do estado, um pilar fundamental.
Impõe uma reforma da educação medíocre e ilegal que vai cair em tribunal com milhões de euros de prejuízo para o contribuinte e anos perdidos.
Desfez a doutrina do partido e recriou-o à sua imagem, como um prepotente one man show autocrático, acontece que as suas matilhas exacerbaram estas características na sociedade e vive-se a tal claustrofobia democrática, até no PS, recentemente aflorada pelo fundador Edmundo Pedro (Soares ficou calado). A doutrina aqui é fundamental, se por um lado destruíram a matriz fundamental, estando à direita do PSD, por outro, estando em queda nas sondagens, fazem tudo para arranjar votos à esquerda como prova a questão dos homossexuais, dizendo Soares que isto não é tema central no PS; e também o esforço que fazem para manter Alegre na esfera do PS oferecendo-lhe a candidatura à presidência.
A lebre da regionalização é transversal ao espectro político e destina-se a captar votos de bases variadas, caciques locais, clientelas dispersas, na lógica do grão a grão, claro está que fascistas nunca aplicarão uma verdadeira descentralização, apenas desconcentração de despesa (veja-se os magalhãesrás câmaras).
O Bloco faz o caminho inverso, ameniza o discurso, esbate as bandeiras das minorias, dá-lhe uma pintura mais institucional, mas não esquece o carácter humanista: a política para o desenvolvimento humano de todas as etnias, cores, minorias, classes, etc. Mas há uma questão central da qual Louçã não abdica, a melhor divisão da riqueza, e aqui os empresários, os capitalistas, os monopólios, as famílias ricas odeiam-no, batem nas costas de Sócrates e votam todos no CDS. Muita gente anda preocupada com o sucesso do Bloco, falam duma crise de identidade? num partido que cresce vertiginosamente? Isso pouco importará a Louçã nos próximos 5 anos. Para já, tirou a maioria ao PS, e isso é importante para a democracia e para o humanismo no país.

De promessas está o inferno cheio

"aliviar a carga fiscal da classe média , essa é a nossa proposta de bandeira no que diz respeito ao combate às injustiças fiscais e na construção de uma maior equidade fiscal"P

Receita para uma esquerda moderna.

- 500 g de Estado Novo
- Um MBA na Idependente e/ou Moderna
- Possuir um magalhães português
- Cinéfilo de filmes Gay, com Philadelphia e/ou Milk no cardápio
- Messias da regionalização p´rá arregimentação de caciques locais
- Possuir pelo menos, duas fardas da Carris
- Atleta do cigarro ideal-social
- Habitante na cidade pós-moderna

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O que eu gosto mesmo é de malhar neste pêésse

Gosto de malhar naquela gente, todos vestidinhos com o fato da Carris, à imagem do chefe, destoar pode significar andar a mijar fora do pote, andar vendido a patrão alheio. Dá-me prazer malhar naquela sopa de fascistas e trotskistas de corte armani, de 530i à custa do Zé.
Gosto de vê-los embrulhados nas leis que criam em eduquês técnico, uma espécie de buraco negro no universo legislativo(com reparo já feito pelo sr silva).
Gosto deste ME, dá-me gozo o papel a que se presta aquela pandilha: a manta de retalhos que é o decreto da avaliação, o enxovalho público, o ridículo das justificações, dos pedidos de desculpa a mando do chefe para acalmar as iras, o lacaio do albino a babar-se a ver se pinga alguma coisa...
Dá-me gozo o ridículo do chefe: o computador tuga usado pelos sinistros, as más companhias de Chavez e o Kadafi acampado mais os camelos, os altos estudos independentes em simplex ao fim de semana, as pérolas da engenharia, a mentira com perna curta, um artista bem português, somente desfalcado naquelas qualidades de Santana e zézé camarinha.
No fim da legislatura, infelizmente para quem trabalha, um défice real de 6%, 10% reais de desemprego, um dos maiores endividamentos externos da história do país, 2 000 000 de portugueses na pobreza absoluta. É obra...

ENSINO DE QUALIDADE: 12 VERDADES



1.ª – O ensino unificado (5.º ao 9.º ano) não serve. Deveriam existir, pelo menos, dois currículos (eventualmente três), um deles com uma maior componente técnica, currículos diferentes não só no que respeita ao número, natureza das disciplinas e carga horária das mesmas como aos respectivos programas.
2.ª –A ausência de reprovações não responsabiliza nem alunos, nem pais, nem professores e compromete negativamente toda a aprendizagem dos alunos com dificuldades, mas a reprovação por si só também não tem a desejada eficácia. Por isso, a partir do 4.º ano, as disciplinas deveriam ter os programas organizados por níveis de aprendizagem, progredindo o aluno em cada disciplina de ano para ano por níveis, não podendo aceder ao nível seguinte sem o domínio do que é essencial do nível anterior.
3.ª – A abolição dos exames foi um erro. A existência de exames (provas de avaliação externa) com um peso de 50% é essencial para a responsabilização de todos os intervenientes no processo educativo, desde o 4.º ano de escolaridade e a todas as disciplinas (no 4.º, no 6.º, no 9.º no Ensino Básico; em cada disciplina terminal no EnsinoSecundário).
4.ª – Os currículos estão desajustados. É necessário que tenham um número equilibrado de disciplinas, devendo desaparecer do mesmo disciplinas instrumentais como, por exemplo, «Área de Projecto» e «Estudo Acompanhado».
5.ª – Os programas são responsáveis por muitos dos problemas da falta de competência dos nossos alunos. Deveriam ser claros, com os conteúdos muito bem explicitados (nomeadamente quanto ao grau de aprofundamento) e os objectivos muito bem definidos, sendo referidos os graus mínimos de consecução em cada ano.
6.ª – A escala de classificação de níveis de 1 a 5 aplicada do 5.º ao 9.º ano é má, pois propicia o laxismo e não incentiva as realizações dos alunos. Na escala de 0 a 20, um aluno que tenha 10 valores esforça-se e vê o seu esforço recompensado, passando a sua nota, por exemplo, para 12 ou 13, mas, na escala de 1 a 5, o mesmo esforço num aluno que tenha obtido 3 não o faz mudar de nível (continua no 3), o que, naturalmente, o desmotiva.
7.ª – O número de alunos por turma é outro dos problemas: turmas de 24 a 28 alunos não são compatíveis com uma aprendizagem de qualidade no tempo presente. As turmas deveriam ter 20 alunos.
8.ª – Os tempos lectivos de 90 minutos e de 135 minutos não servem. É mais adequado cada aula de uma disciplina ter apenas 50 minutos, havendo um intervalo de 10 minutos entre a aula de uma disciplina e a de outra, para que os alunos possam vir até ao pátio de recreio, respirar fundo, falar à vontade, correr, brincar, ir à casa de banho, voltando para a aula seguinte com a capacidade de concentração e de trabalho renovada (exceptuam-se, naturalmente, as disciplinas de cariz laboratorial: 50 minutos + 50 minutos).
9.ª – O absentismo dos alunos e a indisciplina são factores que comprometem a sua aprendizagem. O recente estatuto do aluno não foi feliz nas soluções propostas. É fundamental a incidência da responsabilização nos alunos e nos pais e encarregados de educação.
10.ª – A formação inicial de natureza pedagógica e de natureza didáctica deveria obedecer a directrizes muito claras da responsabilidade do Ministério da Educação, nomeadamente a indicação das disciplinas de pedagogia, das de didáctica e seu conteúdo (por exemplo, em Português, como se ensina o aluno a desenvolver a competência de leitura ou a competência de escrita, entre outras), bem como dos aspectos a ter em conta no estágio, uniformemente em todo o país.
11.ª – A formação contínua tem sido muito heterogénea. Também aqui deveria haver uma intervenção directa do Ministério da Educação no que respeita aos objectivos e conteúdos, bem como à organização e à qualidade.
12.ª – A avaliação de professores deve ser feita tendo como referente um perfil de bom professor no quadro dos grandes objectivos do Sistema Educativo – definido pelo Ministério da Educação, e não deixado ao arbítrio de cada escola, com o pretexto da autonomia. A Educação é um desígnio nacional: a tutela não pode alhear-se desta responsabilidade. FONTE
Concordo com quase tudo, talvez porque se trata de alguém dentro do sistema, que há anos que lida com a realidade, ao contrário dos energúmenos que nos governam.
Só há um problema, isto é uma proposta para a qualidade, coisa que não interessa à corja que nos governa, cujo objectivo é poupar na escola para entregar aos banqueiros.

SOL: começaram as pressões



O director do SOL, A.Saraiva confessou esta sexta feira ao DN, que sofreu pressões de um amigo de sócrates, no sentido de não publicar mais noticias sobre o envolvimento do 1º ministro no freportegate. Na conversa, subentendeu-se a ameaça de um lobing para deixar cair o SOL na ruína, uma vez que as dificuldades levaram a uma procura de um parceiro com capital. O que é certo é que na concorrência com um grupo angolano tinha aparecido um outro grupo ligado ao BCP e a Armando Vara, que no seguimento, já retirou a proposta.

Porque será que não pasmei? esta corja mete nojo.
PScr: A tvi já tem na mão a 1ª carta rogatória, que seguiu de Portugal para Inglaterra, vai ser outro festim com o pinocrates a fervilhar, um lavar de roupa suja, na qual o ministério público vai ter de explicar como é que com todos os indícios presentes na dita carta, deixou o processo a marinar mais de 3 anos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Pinocchio?quem será?

"A identidade de um homem referido nos documentos por ‘Pinocchio’ ou apenas por ‘P.’ é uma das chaves para deslindar a trama de corrupção em torno do Freeport. E o outlet abriu ilegalmente, com a conivência da Câmara."
Fernando Sérgio Gomes, um industrial de 41 anos, que se achou prejudicado no Freeport, quer-se constituir assistente ao processo e contratou o advogado José Maria Martins(este é anti-regime vai esgravatar) para o representar. No requerimento apresentado no inquérito Freeport, o industrial invoca que «gostava de voltar a Portugal, mas para viver num país onde não existisse tráfico de influências e corrupção. Sol

"A Procuradoria-Geral da República suspeita desde 2005 que o Ministério do Ambiente, na altura liderado por José Sócrates, possa estar envolvido em pagamentos ilícitos, tráfico de influências e branqueamento de capitais"TVi

SIMPLEX II: em vias de ir ao ar

"Não sou de antecipar demasiado, nem de exagerar nos prognósticos, mas penso que os decretos da avaliação, nomeadamente o simplex2, serão objecto de certeira pulverização." Paulo Guinote acerca do parecer pedido a Garcia Pereira, que será divulgado brevemente, e servirá de base para uma acção judicial contra o Ministério da Educação, em virtude do amontoado de ilegalidades presentes na pseudo-legislação produzida pelo Mistério do Eduquês.
PScr- Escrevi aqui que a plataforma poderia associar-se à iniciativa, neste caso, pelo menos, a Fenprof prefere arrancar mais uma vez autonomamente para uma situação análoga, outra vez a reboque dos professores, que acabaram por ter o mérito de iluminar um novo caminho nesta luta. Não critico aqui a Fenprof, todos seremos poucos.

As dividas têm de ser pagas.

Diz J.L.Saldanha: "a recordar que as dívidas têm que ser pagas e o consumo de bens e serviços do exterior tem que ser reduzido."
" a cura vai ser mais lenta, mas o endividamento não pode prosseguir."
"Se há coisa que não nos fazia falta é o nosso primeiro-ministro a braços com o Freeport. Em vez da satisfação perversa que costuma acompanhar estes casos o que vemos desta vez é um sentimento geral de depressão pela inoportunidade desta distracção." integral aqui

Este diagnóstico é um paradigma actual, mas o governo enterra a cabeça na areia e continua a levar-nos para o abismo. Insiste no monstruoso endividamento do país em obras públicas de utilidade duvidosa (tgv, autoestrada Trás-os-Montes) saneamento de bancos de investimento especulativos e depredadores da economia real (diga-se que estes bancos desviaram dinheiro da economia produtiva para a especulação, muitos empresários deixaram falir empresas, o BPP representa 0,8% do sistema não tem peso).
Gorada a estratégia de marketing armani, em fóruns e comícios de projecção nacional, onde a mentira teve perna curta, Sócrates refugiou-se pela província, no conto do vigário, eleitoralista, aos esfaimados que só desejam uma miragem, uma ilusão. Promete-lhes subsidio, cursos para o desemprego, remendos, caminhos curtos sem saída, apregoados no verbo de uma mentira compulsiva.
O 1º ministro deveria era criar gabinetes para orientar PMEs: gestão, internacionalização, inovação de produto com as universidades (mas isto deveria ter acontecido há 3 anos, mas como já escrevi só as empresas do psi20 dão bons taxos a politiqueiros desempregados). Isto é que cria emprego, aqui MFLeite tem razão. Mas não, o governo insiste nos elefantes brancos, nos PINs aos monopólios que não criam o grosso do emprego.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

"Eu cá gosto é de malhar"

O doutor Santos Silva já ombreia com major valentão na animação do arraial politiqueiro, diz a figura:
_"Eu cá gosto é de malhar na direita e gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS. São das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheço e que gostam de se dizer de esquerda plebeia ou chique"P
Só acho que o linguajar anda descaído p´ró erótico brejeiro, talvez entenda ele adequado ao nível educacional que tem promovido no país, uma vez que, como ministro da propaganda é ele quem manda no ministério da educação, patente nos debates parlamentares, em que a sr. Ministra não abre o bico sem as suas dicas.
Depois há a questão do equivoco. Quem tem um passado de militante reaccionário é o dr Santos Silva, existindo ainda reminiscências do estilo caceteiro, sendo de perguntar_onde estava no 25 Abril? Por outro lado é caso para questionar se 20 000 000 000 euros para os bancos e 500 000 000 euros para os desempregados é de um governo de esquerda?
Sobre a liberdade já muita gente falou e escreveu, como diz o dr. Silva_malho noutra altura.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A GAJA DO MOMENTO

Na minha mocidade as Tanias e as Ginas eram sucessos comerciais dos alfarrabistas. Depois vieram as telenovelas e o calão da déc. de 80 ficou confundido com os estrangeirismos brasileiros.
Hoje já nem dá tempo para fixar as belezas, quanto mais os nomes, sucedem-se às resmas todos os dias, são carne para canhão nas revistas.
Houve por ai uma tal de Sónia que até vendia seguros e telefonava, ao jeito daqueles nenucos que choram e até fazem xixi.
Ah ! e houve uma jeitosa que entregava gás butano, mas houve uma queixa na deco que as bilhas eram entregues por um trolha tresandado a tabaco, e nunca mais a vi na TV. Enfim...
Hoje cheguei à rossa e era um burburinho à volta de uma Débora? Hum pensei eu, temos uma gaja nova no palanque. Será alguma cena tipo salão oval da casa branca, mas em São Bento. Mas logo cai na real, isso era impossível.
Diz-me um_ então pá, já viste a gaja que o Sócrates arranjou?
Perguntei-lhe eu_Então porquê pá? a cância já se fartou de figuração pá.
Diz ele_Não pá, arranjou uma gaja, uma talzinha de Débora, para escrever uma poesia para uma festa de crianças pobrezinhas e convidou a OCDE, mas aquilo estava tal merda, que o Vasco Graça Moura teve que intervir a salvar a Honra da nação, ora lê aqui.

ULT.HORA: Professores em massa recolhem objectivos entregues

Ontem e hoje chegaram-me à caixa, mails de várias escolas principalmente da DREN, dando conta da recolha de objectivos individuais já entregues. IstoVerificação ortográfica está a acontecer, dado muitos grupos de professores, terem só agora recebido pareceres já pedidos a advogados, que vão no sentido de não existir fundo legal para qualquer penalização a quem não entregar objectivos. Para os concursos esta avaliação não conta, e depois das eleições será reposta a legalidade na educação a favor do progresso do país.( para isso basta um PS minoritário, duvidando eu até, que chegue à maioria relativa)
Há mesmo casos, em que existe a determinação de notificar as Direcções Regionais a explicarem-se acerca das comunicações que andam a fazer aos CE e directamente a professores, no sentido de os amedrontar com base em leis inexistentes.

Há um caso conhecido, em que a DR telefonou para a escola a saber quem não tinha entregue. Nesta situação 110 recolheram objectivos já entregues, 6 entregaram e oito nunca entregaram, resultado que motivou um comentário da DR_ "gente corajosa hem!", e a conversa foi rematada com uns sorrisos e compreensão, como se do lado da DR também já se percebesse que o processo estava morto.

Sabe-se que numa das escolas revoltosas, foi mandada inspecção para verificar burocracia pedagógica(pressão), onde nada foi encontrado. Mas numa turma de 9º ano, com vários alunos com planos de acompanhamento que voltaram a reprovar por falta de assiduidade, o inspector fartou-se de vasculhar e insistir porque razão tinham ficado novamente retidos, por fim derrotado descaiu-se:_"os senhores professores têm de deixar de insistir nas competências especificas das disciplinas, o que interessa são as competências transversais". E pronto meus amigos perante isto... a gente até gagueja, fica sem palavra. O que o ME quer é ATLs das 8h às 8h, com docentes a fazer de ama seca, pagos ao preço da uva mijona, ou com aposentados de borla de preferência e diplomas de burro no fim, que dá direito a desemprego atrás de qualquer Ucraniano(gente instruída e trabalhadora). Assim vai o eduques neste pais.