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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Cândida Almeida travou equipa mista liderada pela PJ para investigar o Freeport

"A transferência da chefia da investigação do caso Freeport do Ministério Público (MP) do Montijo para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) coincidiu com o surgimento de novas suspeitas sobre uma eventual ligação de José Sócrates ao caso e com o conhecimento, por parte de Cândida Almeida (directora do DCIAP), de que a Polícia Judiciária (PJ) estava a constituir uma equipa de investigação conjunta com a polícia inglesa à revelia do MP.

Um dos argumentos usados várias vezes por Cândida Almeida, como o PÚBLICO já revelou, para não avocar a direcção do inquérito até Outubro de 2008, foi o de que não havia nos autos referências significativas a Sócrates - embora tal justificação não tenha respaldo no estatuto do MP. Ainda assim, o nome do ex-ministro do Ambiente estava nos autos desde o início, mas foi nas vésperas da decisão da directora do DCIAP de chamar a si o processo que essas referências se tornaram iniludíveis.
" in P
Ninguém acredita na justiça e isso só serve aos corruptos. Ao contrario do que parece, as fugas de informação não difamam os arguidos, apenas descredibilizam os processos e o sistema judicial, que socialmente perdeu o respeito do cidadão, o que permite que os culpados à saída dos tribunais não tenham vergonha das penas e as considerem um mal menor.
E o que fazem os juízes, esse baluastre da democracia, esse pilar do estado de direito, acanham-se e tornam-se um instrumento do poder? o ministério publico deixa-se enrodilhar nas situações, tem atitudes mal explicadas, é a mexicanização do regime. A própria PJ parece-me que ainda é quem melhor sai da foto, embora já aparecem fugas de informação da própria, como os documentos que foram parar às mão do amigo vara.
Não se compreende esta pouca vergonha. Há sempre muita coisa mal explicada, muitas coincidencias, nada é transparente como o deveria ser num estado de direito.
Ainda recentemente, creio que a OCDE veio dizer que Portugal não aplica as recomendações de combate à corrupção. Outro paradigma português são as leis com janelas e rabos de palha, prontas a safar os patos bravos quando se justificar. Vejamos um bom exemplo: porque é que um primeiro ministro não é julgado como qualquer outro cidadão? isto não é uma democracia? porque não não deixaram a PJ investigar, porque é que nem o MP pôde trabalhar as escutas tendo o Presidente do STJ o poder para decidir sozinho o destino do Sousa. Tudo muito condicionado, muito blindado.
ISTO NÃO É UMA DEMOCRACIA.


"Encerram o inquérito e têm lá 20 e tal perguntas que dizem que não puderam fazer por falta de tempo. Isso é chamar estúpido ao povo português" Marinho Pinto

domingo, 8 de agosto de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

O eng. Freenóquio ainda não pode festejar!


Afinal parece que os ingleses não andam a dormir e encontraram um novo documento sobre o alegado pagamento de “luvas” no Freeport de Alcochete e onde aparece o nome do primeiro-ministro, José Sócrates, do ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, e do ex-secretário de Estado do Ambiente Rui Gonçalves.

Pobre Freenóquio, não o deixam em paz a desgovernar Portugal.

domingo, 7 de março de 2010

Sócrates afinal conhece o Manuel Pedro do Freeport



A confirmar-se a carta de Manuel Pedro a José Sócrates, como afirma o Diário de Notícias, o nosso Primeiro Ministro é um mentiroso compulsivo.
Assim toda a sujeira de que o acusam é verdade!





Extracto do texto no DN: "Documento indicia que ambos se conheciam. Mas primeiro-ministro reafirma que não conhece sócio da Smith&Pedro.


A investigação do processo Freeport tem na sua posse uma carta que terá sido enviada, a 4 de Abril de 1996, por um dos sócios da empresa Smith&Pedro, Manuel Pedro, a José Sócrates. O documento indicia que, ao contrário do que o primeiro-ministro tem dito, ambos se conheciam. Mas, em declarações ao DN, Sócrates foi peremptório: "Reafirmo tudo o que disse em Janeiro de 2009. Não conheço esse senhor" José Sócrates declarou ainda não se recordar de ter recebido a carta em causa.



"Caro amigo, desculpe fazer- -lhe chegar esta missiva à sua residência, mas considerei ser esta a via mais adequada, atendendo ao interesse de manter este contacto sob reserva." É assim que a carta começa e que, segundo a Polícia Judiciária, poderia indiciar um conhecimento mútuo."



Freeport: MP investiga novas pistas contra Sócrates

"O primeiro-ministro, José Sócrates não é arguido no processo 'Freeport', no entanto o Ministério Público está a investigar novas pistas contra Sócrates, avança a edição deste sábado do semanário 'Expresso'.

Os procuradores encarregues do caso irão durante este mês a Londres para novas inquirições e para decidirem o que fazer com o nome do primeiro-ministro: deixá-lo de lado de uma só vez ou propor ao Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, uma investigação directa a José Sócrates que abrangeria entre outras medidas as suas contas bancárias.

Recorde-se que o caso Freeport teve início em Fevereiro de 2005 mas apenas em 2009 é que foram constituídos sete arguidos, sendo os principais Manuel Pedro e Charles Smith, antigos sócios da Smith&Pedro, a consultora contratada pelo Freeport para garantir a aprovação do outlet em Alcochete.

POLÍCIA JUDICIÁRIA E INSPECTORES EM CONFLITO

De acordo com o 'Expresso' os procuradores encarregues do caso 'Freeport' e a coordenadora da Polícia Judiciária de Setúbal que acompanha o caso desde o primeiro minuto estão em conflito. Na base desta incompatibilização estarão as posturas distintas sobre a investigação e diligências a efectuar relacionadas com o primeiro-ministro, José Sócrates. " na Sábado

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

"Vejam lá que o sr 1º quer isto resolvido rapidamente"

Há uns tempos, fomos brindados por novas, das quais citei:
"As autoridades inglesas consideram o primeiro-ministro José Sócrates suspeito no caso Freeport"Publico


A dona Candida, como já se suspeitava (pelos 4 anos de congelador do processo) vem dizer que a investigação está quase concluída e o sousa está fora da acusação, a menos que surjam novas provas, ou melhor, até que ela decida se inclui as tais provas que os ingleses consideram.

O que não me convence, é que sendo um processo tão complicado, como é que as resmas de dados bancários que chegaram há dias, já estão analisadas tão rapidamente, e o que lá encontraram os ingleses do sousa , que por cá não interessa nada?

Estes processo deviam ser públicos, para poderem ser escrutinados, porque a dona cândida até pode ser muito isenta, admito que o seja, mas, à mulher de César não basta ser séria...

Lembro-me do recado do sr Lopes:_"vejam lá, que o sr 1º quer isto resolvido rapidamente"

sexta-feira, 24 de abril de 2009

FREEPAU

É com grande cara de pau que o 1º tem dito que os recados do Cavaco não eram para si, como não fosse ele o obreiro do desgoverno português.
Outra manobra de diversão à pinocratino foi dizer que ia processar o C.Smith por difamação. No entanto, gostaria de saber com base em quê? O dito cujo, disse-o em particular, aparecendo numa gravação não feita nem divulgada por si. A gravação faz parte de um lote de provas inglesas, parece que sem validade cá como prova, portanto neste caso também não será aceite. Quando muito processará a TVi por divulgação, acontece que o assunto é grave e tem interesse publico legitimando a divulgação. Não sendo jurista, penso que isto é do senso comum.
O nosso 1º vem agora com a tese que o peão C.Smith, pedia dinheiro ao Freeport tendo como desculpa o pagamento de luvas e ficava com o mesmo, como se os executivos do Freeport fossem uns meninos de coro e nós uma bestas.
Não brinquem com a nossa inteligência.
Pscr: Sairão da crise os paises que não estejam falidos, com défices de 7 e 8% do PIB, aqueles que fizerem verdadeiro investimento, reprodutivo, criador de emprego, coisa que se faz através de PMEs e não com pins. Sairão da crise os paises que formarem bem cidadãos e isso faz-se dando autoridade aos professores e avaliando alunos com verdade.
Amigalhaço sousa, guarde a demagogia, tenha vergonha do seu papel de vendilhão, chegou a hora do balanço não das promessas. O pais real já não cabe debaixo do tapete. Vá-se embora.

terça-feira, 21 de abril de 2009

A escritura é pública!!!...

Freeport: secretário de Estado considera pedido feito pela Ordem dos Notários “muito grave”
1º Um governante deve ser escrutinado sobre a sua ética, sobrando poucos aspectos fora disto.
2º Como é possível que um governante venha dizer que uma escritura publica é privada?não conhece a lei?
3º Qualquer cidadão pode ir a uma conservatória saber tudo o que quiser. Creio até que pode pedir certidão predial online de qualquer imóvel.
4º Sabe sr secretáriozinho, o que é grave é termos um ditador castrado das suas funções pela merda que fez ao pais e cuja falta de ética impede que se demita, agravado por um MP capturado que não(porque não lhe interessa) faz cumprir a lei.
5º o que é grave é termos um país a caminho da depressão, à espera que as varas de pinóquios xuxalistas, sejam corridos do governo e parem de vampirar o estado.

domingo, 5 de abril de 2009

O MENINO DE OURO ASSIM NÃO VAI LÁ!


O nosso querido "Menino de ouro" do PS tem que acalmar as hostes senão não consegue assegurar a continuídade nos tachos!

No
Diário de Notícias referem que "Lopes da Mota terá comparado o caso Freeport ao processo da Casa Pia e às consequências que o primeiro poderia ter no Ministério Público, dizendo a Vítor Magalhães e Paes de Faria que ambos estavam "sozinhos sem apoio", até "contactou os colegas e durante a conversa misturou a reunião com o ministro e as suas opiniões sobre o Freeport" e frisou que "isto vai ter pesadas consequências para vocês".

O ambiente nacional até já faz lembrar o tempo da "outra senhora"!

sexta-feira, 27 de março de 2009

ANTIGO DIRECTOR DA CIA QUER 4000000 AERIOS DE VOLTA??

«É corrupto». É desta forma que Charles Smith fala de José Sócrates no DVD que é fundamental para a investigação do processo Freeport em Inglaterra.GRAVAÇÃO AQUI FONTE DO SOM
TRANSCRIÇÃO DA CONVERSA
Alan Perkins: O que desencadeou a acção da polícia? A queixa era sobre corrupção...
Charles Smith: O primeiro-ministro, o ministro do Ambiente é corrupto.
Alan Perkins: Quando tudo estava a ser construído qual era a posição dele?
Charles Smith: Este tipo, Sócrates, no final de Fevereiro, Março de 2002, estava no Governo. Era ministro do Ambiente. Ele é o tipo que aprovou este projecto. Ele aprovou na última semana do mandato, dos quatro anos. Em primeiro lugar, foi suspeito que ele o tenha aprovado no último dia do cargo... E não foi por dinheiro na altura, entende?Isto foi mesmo ser estúpido¿
Alan Perkins:Quando foram feitos os pagamentos? Como estava em posição de receber pagamentos se aprovou o projecto no último dia do cargo?
Charles Smith: Foram feitos depois. Ele pediu dinheiro a dada altura, mas não...
Charles Smith: João, foi aprovado e os pagamentos foram posteriormente?
João Cabral: Certamente... Houve um acordo em Janeiro. Eles tinham um acordo com o homem do Sócrates, penso que é em Janeiro.
Charles Smith: Sean (Collidge) reuniu-se com o tipo. Sean reuniu-se com funcionários dele, percebe? Sean e Gary (Russel) reuniram-se com eles.
Alan Perkins: Houve um acordo para pagar?
Charles Smith: Para pagar uma contribuição para o partido deles.
Charles Smith: Nós fomos o correio. Apenas recebemos o dinheiro deles. Demos o dinheiro a um primo¿ a um homem¿
Alan Perkins: Mas como o Freeport vos fez chegar esse dinheiro?
Charles Smith: Passou pelas nossas contas
Alan Perkins: Facturaram ao Freeport, ok?
Charles Smith: Ao abrigo deste contrato. Era originalmente para ser 500 mil aqui, desacelerámos, parámos a este nível, certo? Isso foi discutido na reunião, lembra-se? Ele disse: «Nós não queremos pagar». Se ler esse contrato, diz aí que recebemos três tranches de 50, 50, 50...
Gary disse: «Enviamos o dinheiro para a conta da vossa empresa». FONTE TVI
O nosso 1º foi encurralado, e, seguindo o manual torres&isaltino&sousa&valentão, o próximo passo já dado é pedir justiça e colocar um processo à TVi (que esfrega a barriga, com os alforges cheios de provas que divulgará a conta gotas). Obviamente que a ameaça do tribunal é para consumo do portuga magalhanês.
O nosso 1º afirma que não conhece os intervenientes da conversa. O que parece ser verdade, porque os mesmos confirmam que trataram com intermediarios. Hoje ficámos a saber que uma juiza não ligou ao depoimento do testa de ferro José faria, incriminando Ferreira Torres. Se aqui se passar o mesmo, testemunhos que não servem, provas que não valem, o inginheiro livra-se do xlindro concerteza, mas do julgamento das urnas não se safa.
Has usual polical finance pela porta do cavalo.
Os Ingleses continuam a reafirmar que o Sousa é um dos principais suspeitos.
Ninguém me tira da cabeça que isto só avança porque o novo accionista do Freeport, quando viu as contas quis os 4 000 000 de aerios de volta, e, sendo um antigo director da CIA, concerteza consegue penetrar nos offshores e saber quem abarbatou o guito, porque se isto ficasse só entre políticos ingleses e portugueses, seria um cozinhado de troca com o caso madie mais uns cobres pela porta do cavalo para calar meia dúzia e caso arrumado.
Não tenho também qualquer dúvida, que uma cupula poderosa já decidiu que o sousa é para ir ao ar, e portanto ele que faça as malas, porque para esta gente pôlo a mexer é uma brincadeira de crianças, por menos foi o santana ao ar. Só tenho duvidas nas verdadeiras motivações. Aguardemos cenas dos próximos capitulos.
TRANSCRIÇÃO DO CORREIO DA MANHÃ(MAIS COMPLETA)
Alan Perkins – O que desencadeou a acção da polícia? A queixa era sobre corrupção?
Charles Smith – O primeiro-ministro, o ministro do Ambiente é corrupto.
Alan Perkins – Quando tudo estava a ser construído qual era a posição dele?
Charles Smith – Este tipo, Sócrates, no final de Fevereiro, Março de 2002, estava no Governo.. Era ministro do Ambiente. Ele é o tipo que aprovou este projecto. Aprovou-o na última semana do mandato dos quatro anos. Em primeiro lugar, foi suspeito que ele o tenha aprovado na último dia do cargo. E não foi por dinheiro na altura, entende? Isto foi mesmo ser estúpido.
Alan Perkins – Quando foram feitos os pagamentos? Como estava em posição de receber pagamentos se aprovou o projecto no último dia do cargo?
Charles Smith – Foram feitos depois. Ele pediu dinheiro a dada altura, mas não...João, foi aprovado e pagamentos foram posteriormente?
João Cabral – Certamente. Houve um acordo em Janeiro. Eles tinham um acordo com o homem do Sócrates, penso que em Janeiro.
Charles Smith – Sean (Collidge) reuniu-se com o tipo. Sean reuniu-se com funcionários dele, percebe? Sean e Gary (Russell) reuniram-se com eles.
Alan Perkins – Houve um acordo para pagar?
Charles Smith – Para pagar uma contribuição para o partido deles.
( ....... mostra contrato)
Nós fomos o correio. Apenas recebemos dinheiro deles. Demos o dinheiro a um primo, a um homem.
Alan Perkins – Mas como o Freeport vos fez chegar esse dinheiro?
Charles Smith – Passou pelas nossas contas.
Alan Perkins – Facturaram ao Freeport, ok?
Charles Smith – Ao abrigo deste contrato. Era originalmente para ser 500 mil aqui. Desacelerámos,
parámos a este nível, certo? Isso foi discutido na reunião, lembra-se? Ele disse: “Nós não queremos pagar”. Se ler esse contrato diz é que recebemos três tranches de 50, 50, 50. Gary disse: Enviamos o dinheiro para a conta da vossa empresa.
Alan Perkins – Facturaram profissionalmente.
Charles Smith – Sim.
Alan Perkins – Entrou na vossa conta.
Charles Smith – Entrou e saiu logo a seguir.
Alan Perkins – Como sacou o dinheiro?
Charles Smith – Em numerário. Foi tudo transacção em numerário durante dois anos. Tem de compreender, não sou assim tão estúpido. Posso ter sido estúpido para fazer isto, mas fui esperto o suficiente para o fazer em pequenas quantias de 3 mil, 4 mil euros. É por isso que demorámos dois anos a pagar isso.
Alan Perkins – Era do género pequenos envelopes castanhos por baixo da mesa.
Charles Smith – Por baixo da mesa, exactamente.
Alan Perkins – A quem? Imagino que o ministro.
Charles Smith – Ele tinha agentes. Ele, o próprio, não está envolvido.
João Cabral – Um primo.
Alan Perkins – Ele tem um primo?
Charles Smith – Sim.
Alan Perkins –Você só tinha de se encontrar com ele num sítio qualquer e...
Charles Smith – Pois. Mas Gary e Sean encontraram-se inicialmente com eles num hotel de Lisboa e discutiram o assunto. Eles queriam um milhão.
Alan Perkins – Um milhão!
Charles Smith – Compreendo que a Freeport se queira distanciar.
Alan Perkins – 150 mil passaram pela vossa conta. Você pagou isso?
Charles Smith – Sim.
Alan Perkins – E agora ficou com a conta dos impostos.
Charles Smith – Exactamente.
Alan Perkins – Pois. E foi este tipo, o Sócrates, não foi?
Charles Smith – Eh....não, não foi...Ele não esteve pessoalmente envolvido nisso...Inicialmente esteve mas...
Alan Perkins – É ele o ministro?
Charles Smith – Ele agora é o primeiro-ministro.
Alan Perkins – Ele agora é o primeiro-ministro. Portanto, ele recebeu o dinheiro mas recebeu-o através do primo ou...
Charles Smith – Sim, sim!
Alan Perkins – Esses pagamentos foram feitos quando?
Charles Smith – Foi em...deixe-me ver a tabela. João, foi em Março de 2002?
João Cabral – Foi aprovado.
Alan Perkins – Então, quando os pagamentos foram efectuados?
Charles Smith – Em 2002/2003.
Alan Perkins – Porque foi necessário pagar se o tipo já estava fora do cargo? Foi só por ter havido um acordo?
Charles Smith – É. Tinha havido um acordo.
Alan Perkins – Mas a aprovação do projecto foi quando ele estava no poder.
João Cabral – Sim.
Alan Perkins – Como ministro do Ambiente deu aprovação. Havia um acordo sobre o pagamento e os pagamentos foram depois, embora ele já não estivesse no Governo.
João Cabral – Certo.
Alan Perkins – Esses pagamentos foram honrados, não foram?
João Cabral – O Sócrates tinha grandes ligações. É por isso que toda a gente tem medo de não pagar. É melhor continuar a pagar.
Charles Smith – O que aconteceu foi na fase em que ele disse: “Eu consigo que vos aprovem isto”
Alan Perkins – Sim.
Charles Smith – Falem com o meu primo. Então eu e o Sean reunimo-nos com o primo e o primo disse: “Vamos conseguir essa aprovação”.

quarta-feira, 18 de março de 2009

SÓCRATES É QUE RECEBEU OS 500000 AERIOS

"vão mas é chatear o Sócrates porque ele é que recebeu os 500 mil"
"Uma escuta telefónica de 17 minutos, feita a uma pessoa envolvida no caso Freeport, inclui uma afirmação que liga o alegado pagamento de 'luvas' em troca da aprovação do outlet ao primeiro-ministro, José Sócrates. A intercepção remonta a 9 de Fevereiro de 2005, dois dias após a abertura do inquérito pelo Ministério Público do Montijo, apurou o Expresso, depois de ter autorização do Tribunal Constitucional para consultar esta semana os oito volumes do processo de fuga de informação que condenou o inspector Elias Torrão, da Polícia Judiciária de Setúbal.
A passagem em forma de desabafo - "vão mas é chatear o Sócrates porque ele é que recebeu os 500 mil" - é descrita pela inspectora titular da investigação, Carla Gomes, durante uma inquirição. O processo paralelo do inspector Torrão dá conta ainda de que um conjunto de dados sobre o património de Sócrates foi enviado em 2006 para os autos da investigação ao Freeport.
A conversa interceptada a 9 de Fevereiro de 2005 surge também referida em duas ocasiões pela coordenadora da PJ de Setúbal, Maria Alice Fernandes, e aconteceu no mesmo dia em que a PJ montou seis buscas em vários pontos de Alcochete, nas vésperas de "O Independente" ter publicado, a 11 de Fevereiro, uma notícia em que referia o nome de Sócrates como fazendo parte da lista de suspeitos do caso. O que significa que a escuta já existia quando, na altura, a direcção nacional da PJ e a Procuradoria-Geral da República se apressaram a afirmar que Sócrates não constava do processo." in Expresso
Mais um jornal para a lista dos cabalistas...
Pscr: O amigo vara é que vai de vento em popa no BCP, parece que duplicou o ordenadinho que trazia da caixa, a juntar à estória de ter sido promovido pela CGD depois de ter saído para aumentar a reformazinha dourada. A promoção é caso de policia mas o MP não abriu o bico, tão pouco o teixeira dos prantos, o resto é lá com os accionistas do BCP e clientes: se fosse eu já tinha fechado a conta, como fiz no BES quando o sr ricardo salgado disse dos professores: "quem não sabe ensina". É o que tem de bom o mercado...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Freeport: ingleses mandam mais dados para Portugal

Vinte e cinco volumes vão ser mandados pela policia Inglesa para a Procuradora Cândida Almeida, contendo informação com todos os movimentos do freeport Inglaterra para Portugal e Contas Offshore. Parece que os ingleses são os melhores do mundo neste tipo de Investigações. Segundo a TVi, para os Ingleses, José Sócrates mantem-se como um dos principais suspeitos do caso e ao que parece a cooperação entre a policia dos dois países foi reatada.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Freeport:últimas no rasto do dinheiro

Diz o Correio da Manhã que o Freeport terá passado para o escritório de Vasco Vieira de Almeida 6,5 milhões de euros. Diz que era para despesas do negócio. A Judite anda no faro do guito, e parece que o esquema é complexo. O dinheiro aparece facturado a diferentes empresas do grupo de advogados e outra parte terá sido investido em fundos. O guito dá a volta e parece que no final de 2005 sai reciclado e vai direitinho para a compra de um prédio onde está hoje instalado o escritório de Vasco Vieira de Almeida.
O escritório já disse, que não senhor. Pois claro que é tudo mentira. Vai tudo para tribunal. Parece que já ninguém tem respeito aos tribunais.
Off corse, offshore...

Arranjaram uma lebre no Freeport

"Caso Freeport já tem arguidos "
Clique Aqui e veja mais imagens
MixPlanet.com.br
Deve ser o porteiro e o jardineiro!!!!!...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

sábado, 7 de fevereiro de 2009

SOL: começaram as pressões



O director do SOL, A.Saraiva confessou esta sexta feira ao DN, que sofreu pressões de um amigo de sócrates, no sentido de não publicar mais noticias sobre o envolvimento do 1º ministro no freportegate. Na conversa, subentendeu-se a ameaça de um lobing para deixar cair o SOL na ruína, uma vez que as dificuldades levaram a uma procura de um parceiro com capital. O que é certo é que na concorrência com um grupo angolano tinha aparecido um outro grupo ligado ao BCP e a Armando Vara, que no seguimento, já retirou a proposta.

Porque será que não pasmei? esta corja mete nojo.
PScr: A tvi já tem na mão a 1ª carta rogatória, que seguiu de Portugal para Inglaterra, vai ser outro festim com o pinocrates a fervilhar, um lavar de roupa suja, na qual o ministério público vai ter de explicar como é que com todos os indícios presentes na dita carta, deixou o processo a marinar mais de 3 anos.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Ou comem todos ou não há moralidade

Fernanda Vara, ex-directora regional do Ambiente, que na altura tutelava a avaliação do Freeport, disse ontem que não se recorda do encontro com a presença de José Sócrates, então ministro do Ambiente, e os promotores do empreendimento em Alcochete, na qual terão sido discutidas as condições para a aprovação do projecto e que estranha o facto. "Reuniões como estas não havia às centenas, e eu não me lembro", afirmou ao PÚBLICO. "Não sei se estive lá."
Das duas uma:
- ou comeu de olhos fechados, e ai a memoria tem de ser espicaçada, talvez uma semaninha chegue
- ou como diz o povo_ou comem todos ou não há moralidade, e ai, zangam-se as comadres e sabem-se as verdades.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

VITAL MOREIRA: Registo de interesses

Diz o senhor legitimamente noPúblico "Uma simples suspeita de corrupção, totalmente infundada, pode equivaler a uma espécie de "fraude eleitoral perfeita"
Carlos Amorim_"O assunto está longe de estar resolvido e é eminentemente político"; "isto não caiu do céu há factos, há gravações, não se pode colocar uma lápide(...) enterrar um morto vivo",
Manuel Meirinho(politólogo)_" estes casos reforçam um sentimento difuso que a corrupção em Portugal começa a ser muito substantiva", "estamos a entrar num fenómeno de corrupção endémica"
S.Sanches_ "eu não aceito isso", " os jornais acusam o 1º ministro abertamente e não são processados, isto é gravíssimo"
Paulo Morais_"o politico José Sócrates deve ver escrutinado na sua actividade pelo cidadão comum, se soubesse explicar o despacho do freeporte não teria havido problema nenhum( ...) se se se conseguir explicar cabalmente o freeporte então as luvas são para quê?"
Eduardo Dâmaso _" o presidente quererá uma solução rápida (...)dificilmente poderemos escapar à judicialização do ciclo politico(...)é praticamente impossível a produção de prova no crime de corrupção em Portugal"(pois, pelos vistos o vídeo só vale para os Ingleses)
Quando a existência de um país está em jogo, tudo deve ser discutido, todos têm esse direito, mas é bom que todos saibamos, os registos de interesses, em nome de quem e do quê se intervém.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Prós & Prós sistema-O caso Freeport

22:45h_ Vou assistir a um programa que espero ser uma tentativa pública de ilibar o nosso 1º.
Júdice_"Não se pode colaborar com ajustiça portuguesa, porque a justiça portuguesa não é capaz de guardar um segredo". Pergunto eu, quem nomeia o director da PJ, quem faz a arquitectura do sistema policial?
Saldanha Sanches_"O governo quando entrou em funções teve a preocupação de neutalizar a Policia Judiciária"; " isso eu duvido que PJ consiga fazer"(investigar o processo Freeport, devido à captura pelo poder político)
Carlos Amorim_"Está em causa o principio da separação de poderes"
Júdice_"Não tenho a mais pequena dúvida que o Ministério Público não é instrumentalizado, ao contrário da PJ cujo director é nomeado pelo governo"
Carlos Amorim_"O assunto está longe de estar resolvido e é eminentemente político"; "isto não caiu do céu há factos, há gravações, não se pode colocar uma lápide(...) enterrar um morto vivo",
Manuel Meirinho(politólogo)_" estes casos reforçam um sentimento difuso que a corrupção em Portugal começa a ser muito substantiva", "estamos a entrar num fenómeno de corrupção endémica"
S. Sanches_"a nossa separação de poderes é formal"
Judicie_"é com isto que temos de viver", na resposta:
S.Sanches_ "eu não aceito isso", " os jornais acusam o 1º ministro abertamente e não são processados, isto é gravíssimo"
Rui Gonçalves(ex.Sec.Est.Amb)_"Talvez seja o 1º ministro o responsável por tudo isto"(ironia), "parece que há uns emails, uns vídeos(...) e com isto pôs-se em causa o 1º ministro", " é preciso que a procuradoria cumpra a lei, que a justiça cumpra o seu trabalho", "toda a gente pode fazer um romance com duas peças". Na resposta:
Eduardo Dâmaso_" esta cenarização do S. Estado parece-me delirante", "justiça portuguesa ficou parada durante 4 anos e agora refém de uma carta rogatória", "financiamento partidário está a provocar erosão da politica portuguesa"
P.Câmara_"o sitio onde se podiam fazer mais barbaridades era aquele, por existirem ali muitos erros acumulados"
Henrique Santos ICN_"Não fazia sentido continuar um estudo de impacte ambiental numa zona dentro da ZPE e que colidia com o PDM"(disse depois que o projecto foi chumbado e passou para esferas superiores, e como se sabe foi aprovado),
Paulo Morais_"o politico José Sócrates deve ver escrutinado na sua actividade pelo cidadão comum, se soubessse explicar o despacho do freeporte não teria havido problema nenhum( ...) se se seconseguir explicar cabalmente o freeporte então as luvas são para quê?"
Rui Gonçalves: refere que se fêz o Freeporte para limpar a área, criar emprego e até refere que ajudou à conservação da natureza, diz_"isto é que é importante, tudo o resto..."
Paulo Morais:_"se isto é tão claro porque demorou tanto tempo? porque há aqui uma investigação?", "há uma suspeição legitima porque os cidadãos não compreendem a utilidade da lei, tenho a certeza que propositadamente as leis são mal feitas para deixar aqui alçapões"
Eduado Dâmaso _" o presidente quererá uma solução rápida (...)dificilmente poderemos escapar à judicialização do ciclo politico(...)é praticamente impossivel a produção de prova no crime de corrupção em Portugal"(pois, pelos vistos o video só vale para os Ingleses)
Carlos Amorim_"toda esta ideia de campanha negra cria confusão aos portugueses(...)esta tentativa quase patética, tem de ter uma explicação politica(...)se estas suspeitas se avolumarem o PS tem de apresentar outro cadidato às legislativas"
Judice_"tenho a certeza que no fim desta estrada está uma saída totalitária, a democracia não é garantida" (Este senhor acha que poderemos voltar a ditadura, é preocupante que haja gente que possa pensar isso, mas de quem está bem sentado não me admiro)
O programa acabou por ter algum equilíbrio. A Fatinha terminou dizendo que tinha sido uma critica à Justiça, mas o que eu vi foi uma critica aos políticos, ao governo: às leis que fazem propositadamente mal feitas, às nomeações, à arquitectura das policias e sistema judicial que ficam capturados pelo governo. O que vi foi, excluindo Judicie e Rui Gonçalves, os intervenientes com muitas suspeições e duvidas sobre o processo, Paulo Morais e Carlos Amorim em tom explicitamente acusatório perante as provas. Todos exigiram justiça e a maioria concordou em que era necessária uma clarificação politica. Até a Fatinha, contra natura disse_ "já toda a gente percebeu que o governo não pode continuar nesta situação". Talvez também ela a estender já o tapete ao próximo patrão.
Acho que foram aqui ditas coisas muito graves. O ministério público devia sair da toca, arregaçar as mangas e assumir a sua independencia, ninguém ainda percebeu porque esteve o processo quatro anos parado, sendo necessário uns perdigueiros ingleses para isto mexer...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sr.P.Cavaco, o zézito vai ou não vai dar banho ao pato?

Sr. Presidente, independentemente do desfecho do Freeport, acha que o Sousa tem condições para continuar?
Garantir o regular funcionamento das instituições não é uma das competências do Presidente?