segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O cenário das legislativas.

No Post anterior fiz algumas considerações sobre o futuro politico.
Há tempos, lendo uma daquelas peças legislativas maravilhosas da socratinidade no eduquês, salvo erro o Dec.Lei da avaliação, em que fiquei com a tara no dobro, jurei a mim mesmo: puta que pariu o bloco central.
Como disse atrás, temos que pensar, temos que escolher qual o sapo a engolir. Cunhal em tempos engoliu um sapo bem gordo, o bochechas.
Quais as alternativas:

- Pomos os ovos à esquerda do PS e gramamos o xuxa (adiante clarifico estas contas), na arrogância, na mentira, na vingança, na corrupção?

- Vamos ao voto útil no PSD, com a promessa de um estatuto dignificante e uno, uma avaliação paralela aos modelos europeus não adaptada do Chile, a moralização da escola e a introdução de bons valores como assiduidade dos alunos e o respeito pela instituição?

Temos depois outros cenários nebulosos, que são as coligações parlamentares na formação de uma maioria. Para já creio que só o Paulinho das Feiras vai com todos, e o gaijo não é de fiar, por um bom acordo de governo entrega a família. Um PS fascista com um CDS (PP pro galheiro) era uma festa.
Com uma maioria relativa do PSD, ou se houvesse coligação com o ministro das feiras, pelo menos podia ser que a dama de ferro mantivesse a palavra, já que anda a pregar politica de verdade, creio que seria difícil não fazer o que apregoou e sublinhou, acho que ninguém duvida que a sua palavra é oposta ao sousa. Depois prefiro a sua obsessão pelo crescimento da economia, do que a do sousa em nos lixar.

Chamo a atenção para outras contas:

Partindo do principio, que demos voto útil e de protesto ao PSD nas europeias, se votarmos agora no bloco os xuxas chegam à maioria relativa. Se for essa a escolha, reforçaremos a nossa posição parlamentar com o bloco, mas o sousa terá mais deputados e pode ainda tentar uma jogada de bastidores com P. das feiras e ai, voltamos ao fascismo.


O PCP é um partido com eleitores pouco flutuantes, pelo que tem neutralidade no cenário. Podemos contar com a franqueza de Jerónimo em não se coligar com o xuxa e opor-se às politicas fascistas.

Estas são algumas situações. Se quiserem colocar outros cenários façam favor. Há uma certeza: ninguém quer o pinoquio. Agora vamos decidir o que queremos e como lá chegar!
Aconselho: Na cama com ... fosga-se! perdão... queria dizer: Na urna com Ferreira Leite

NOVAS DO GRANDE MESTRE E AMIGO DO SOUSA

PS: Convém começarmos a pensar na vidinha, ou seja, na composição do próximo parlamento e reflectir muito bem se estamos dispostos a gramar o xuxa mais quatro anos mais o lemos como ministro. Vai-nos linchar por encomenda e boa vontade.
Teremos de assumir se os queremos no poleiro ainda que cochos, mas lá, ou se vamos para o voto útil e corremos com a corja de malhos e socratinos.
Afinal, a velha senhora já se comprometeu e apesar de tudo é de uma geração de palavra: Deus sabe o que lhe custou a promessa. Mas fê-la. Pensem bem nisto.
Nem arquivado na autarquia de Lx deixa de aparecer a desalinhar, e a chatear.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

"Vejam lá que o sr 1º quer isto resolvido rapidamente"

Há uns tempos, fomos brindados por novas, das quais citei:
"As autoridades inglesas consideram o primeiro-ministro José Sócrates suspeito no caso Freeport"Publico


A dona Candida, como já se suspeitava (pelos 4 anos de congelador do processo) vem dizer que a investigação está quase concluída e o sousa está fora da acusação, a menos que surjam novas provas, ou melhor, até que ela decida se inclui as tais provas que os ingleses consideram.

O que não me convence, é que sendo um processo tão complicado, como é que as resmas de dados bancários que chegaram há dias, já estão analisadas tão rapidamente, e o que lá encontraram os ingleses do sousa , que por cá não interessa nada?

Estes processo deviam ser públicos, para poderem ser escrutinados, porque a dona cândida até pode ser muito isenta, admito que o seja, mas, à mulher de César não basta ser séria...

Lembro-me do recado do sr Lopes:_"vejam lá, que o sr 1º quer isto resolvido rapidamente"

sábado, 22 de agosto de 2009

Começou a lavagem

Na página do Expresso: aqui

"Dirigente do PS critica ministra : O membro do secretariado nacional do PS Marcos Perestrello acusa a ministra da Educação de obstinação e de ter tido uma “atitude hostil” para com os professores. Em artigo de opinião no Expresso, Perestrelo diz que o grande desafio do próximo ministro será encontrar uma nova forma de relacionamento com os docentes. P37"

Os comissários do PS começaram a lavagem. Depois da pancada que a tia lurdes apanhou pelo socrates, será agora também o bode expiatório, a ovelha negra do rebanho. O povo gosta de julgamentos públicos. Enforque-se a meretriz, esvazie-se o balão hediondo em volta do xuxalismo socratino.

E, depois deste exorcismo da politica negra entranhada no Rato, chamem-se as caras lavadas e recicladas dos mamões do costume e os candidatos a mamão de tês alva com discurso asséptico e redondo, oferecendo um cabaz de fruta lustrosa e podre.

Dessa fruta comprará quem quiser voltar a mais quatro anos de "Estado Novo", sem o mérito ao menos de contas publicas em ordem, apanágio do outro senhor.
NOTA: O preço dos livros escolares é escandaloso. É esta a politica social e de educação xuxalista. Coitadinhos dos livreiros. Se não fosse um grande negócio, não tinha sido comprado por Miguel Pais do Amaral. Dizem os boys_ ah e tal, o estado paga os livros aos pobres. Isto é, pagam os impostos da classe média, os lucros do grupo LEIA, onde até facturam nos telefones que são todos 707, nem um numero fixo têm. Ide-vos ...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Tese de Titularamento


Não adianta perder tempo a tentar elaborar a Tese de Titularamento, ou encomendá-la a algum boy do PS, pois:


1- Só o PS é que teima na divisão da carreira; todos os outros partidos com assento parlamentar já assumiram que querem acabar com essa divisão;
2- Se, como se espera, houver mudança de Governo, acabará a divisão da carreira;
3- Se o PS ganhar com maioria relativa, cai com eleições antecipadas ao fim de alguns meses;
4- Se o PS ganhar com maioria absoluta, não adianta os professores fazerem a tal prova, porque têm de fugir do país;
5- Em qualquer caso, uma Tese de Titularamento demoraria meses a elaborar e teria de ser defendida perante um júri, portanto essa tarefa nunca estaria pronta antes das eleições de 27 de Setembro;
6- Professor competente é aquele que aproveita o início do ano lectivo para preparar as actividades escolares e não para arranjar Teses de Titularamento;
7- Se uns não precisaram de apresentar Tese de Titularamento para chegarem a professores titulares, então os outros também não.

Eviado por email por A.Pinto

Quem será o idiota?

A RENTRE NO SOUCONTRAACORRENTE
Estamos na SILLY e nada melhor que começar os trabalhos com uma figura da escola trotskysta, que fez história como homem do malho. Diz o dito cujo: _"Ferreira Leite tem falta de ideias". É caso para perguntar então: Quem será o idiota?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

NOVO LOGO XUXALISTA


Sócrates quer mais 4 anos de arrogância independente para isto?
Quanto ao último link, há várias decisões favoráveis aos docentes, mas há tribunais cujo direito é uma espécie de Chária xuxalista. Se os executivos foram eleitos por sufrágio e por quatro anos, não há tribunal que possa suspender isso. Esperam que o mandato acabe e aplicam a nova lei. Mas as eleições estão ai, não é tia lurdes? não dava para esperar. Mas também! de quem disse que o direito da republica não se aplicava na Madeira, que é que se pode esperar? ide dar palha à mula comadre...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Mesmo de partida sempre Sinistra


A nossa Ministra da Educação tresanda a enxofre, mesmo de partida continua a justificar o injustificável, a atirar sempre a culpa dos seus insucessos para os outros! Foi assim com os professores, agora é a comunicação social, a Sociedade Portuguesa de Matemática, a Oposição partidária.
E as Novas Oportunidade com a sua incompetência e facilitismo tornaram-se OPORTUNIDADES PERDIDAS...

Amanhã a culpa das suas asneiras será dos portugueses!

Enfim, é uma incompreendida...

O que Fernando Sobral escreveu no Jornal de Negócios acerta na mouche.

"A ministra da Educação, imagina-se, gostaria de viver dentro de uma câmara de eco, onde a única voz que se escutasse fosse a sua. Maria de Lurdes Rodrigues viveria assim no Paraíso: seria omnipresente, omnipotente e omnípara.
Lamentavelmente não é nenhuma destas coisas.Nem sequer tem o dom da ternura, como teve tantas vezes Manuel Pinho. Depois de terem saído as notas do Secundário, a ministra arranjou logo a desculpa perfeita para as notas fracas: a comunicação social divulgou, antes, a "ideia de que os exames eram fáceis". O seu secretário de Estado, Valter Lemos, aumentou a câmara de eco e acrescentou à Grande Conspiração, a Sociedade Portuguesa de Matemática, os partidos e as pessoas com responsabilidades políticos
Como a ministra também já tinha criticado os alunos, sobram nesta tenebrosa campanha, os pais, os professores e o próprio Ministério. A ministra sabe que se tornou a Madame Min da Educação: sejam as notas boas ou más ela é a culpada do feitiço. Nada disto aconteceria se a sua Cartilha Maternal não fosse a arrogância. Maria de Lurdes Rodrigues nunca ouviu ninguém.
Agora, ninguém a escuta. E a Educação tornou-se uma espécie de Disneylândia. Esse é o grande legado de Lurdes Rodrigues: é a primeira ministra da Educação que, ao sair, não provocará nem lágrimas de crocodilo. A Educação tornou-se, com a sua acção centrada na estatísticas, um "puff". É uma adaptadora de mediocridades. A única coisa que a sua política facilitista criou foi uma geração menos preparada para o futuro."

terça-feira, 7 de julho de 2009

A VINGANÇA NO ADEUS

O Mistério do Eduquês, divulgou hoje a sua vingança nas listas de colocações de professores.

"Confirmam-se resultados que são dos piores de sempre: mais de 99% dos candidatos não entrou nos Quadros!
Numa profunda e inaceitável manifestação de desrespeito pelos professores, o Ministério da Educação, em vez de tornar públicas as listas de colocação dos docentes, para 2009/2010, decidiu, antes, manipular os números para fazer crer o que não é verdade, pois a verdade, usando os números que o ME hoje mesmo tornou públicos, é que:- 99% dos docentes que concorreram para ingressar em quadro não o conseguiram (apenas entraram 417 dos cerca de 50.000 candidatos que apresentaram 65.464 candidaturas - menos de 1%);- 11.836 docentes que já pertencem aos quadros (40,9% do total de docentes dos QZP) não obtiveram colocação no novo quadro criado (Quadro de Agrupamento).
Perante estes números, pode dizer-se que este é um dos piores concursos de sempre, o que só consegue ser disfarçado pela manipulação de números, a um ponto que é de todo inaceitável. Por exemplo, nos quadros que o ME divulga no seu site, é indicado que entre Quadros de Agrupamento e de Escola, a relação vagas positivas / vagas negativas é a seguinte:
2005 - 4.430 / 7.358;
2006 - 6.303 / 5.969;2009 - 20.896 / 2.660.
Ora bem, estamos perante uma grosseira manipulação de números, com o intuito de enganar a opinião pública.
De facto, se o ME considera todas as vagas abertas para os novos Quadros de Agrupamento, que vieram substituir os QZP (que incluíam 28.926 docentes), não pode apenas considerar como negativas as do Quadro de Escola (as 2.660 referidas), mas acrescentar-lhe as que faziam parte do quadro que se extingue - o QZP - e essas são, segundo o Ministério, 28.926.
Isto é, no cômputo global, não há 18.236 vagas positivas este ano, mas, se a este número, forem subtraídas, também, as 28.926 que correspondem a docentes dos QZP que foram obrigados a concorrer para o Quadro de Agrupamento, e nele deveriam ser colocados, então o saldo é negativo, correspondendo a 10.690 vagas a menos.
Não se compreende, também, como pode o ME afirmar que, numa segunda fase, serão colocados mais 38.000 docentes dos QZP e contratados, quando as escolas ainda não fizeram o levantamento de necessidades após esta primeira fase de colocação. O que há são cerca de 38.000 docentes por colocar, entre QZP's e contratados de primeira prioridade, e outros tantos que são identificados pelo ME como "Outros candidatos".
(...) Denuncia, desde já, a manipulação que o ME pretende fazer dos números e reafirma que estamos perante o concurso mais negativo dos últimos anos, que fará crescer, como nunca, as situações de instabilidade para docentes dos quadros e remeterá para o desemprego muitos milhares de docentes que aguardavam o ingresso em quadro ou, pelo menos, uma contratação.

Nota final: Numa primeira observação, verifica-se que a maior parte dos docentes que ingressou em quadro são dos grupos 350 (Espanhol) e 550 (Informática). Na Educação Pré-Escolar, no 1.º Ciclo do Ensino Básico, no grupo 910 da Educação Especial ou na generalidade dos grupos do 2.º Ciclo não houve qualquer colocação que correspondesse a entrada em quadro" Daqui
_Como sempre disse Milú( figura sagrada na obra de Manuel João Vieira, mentor dos Enapá 2000), foste, mas nós ficamos. Limparemos a merda de quatro anos e reconstruiremos a Escola Pública. Como profundo conhecedor do sistema, não vislumbro uma única medida positiva, só para não falar no que piorou. Ah, tivemos mais betão agora no fim, só foi pena a reconstrução de escolas não ir para PMEs e os contratos terem sido adjudicados sem concurso a grandes empresas. Só 2 ou 3 para recordar a tua politica milusiana, perdoa se embalar...
- Nas aulas de substituição, só Deus sabe o que se passa,
- Alunos faltam à fartazana, mas passam na mesma,
- Com a burocracia, no 3º ciclo, até 5 negativas acabam por passar todos,
- A falta de respeito, desacatos e violência dispararam,
- Os encarregados de educação veneram a escola como uma taberna (a tal questão do enxovalho que tu tanto gostas)
- A escola a tempo inteiro no 1º ciclo, funciona se os pais derem o almoço aos filhos pelo meio e os mudarem de instalações, com professores pagos abaixo da tabela faxineira, que ao fim de semana animam festas de anos (isto eu vi)
- Vivenciamos o milagre dos resultados nos exames nacionais do ensino básico,
- Nunca conheci uma série de 4 anos com tantas gralhas em exames nacionais,
- ECD-kafkiano
- Avaliação Docente-uma novela Chilena
_Epá, eram so 2 ou 3. Pronto. É o eleitoralismo Docente. Sabes lulu, estamos empenhadissimos num movimento eleitoral: p´ra te por nas horas do
piiiiii

Candidato a deputado sofre!


Ao que leva o desespero.

O Partido Socialista agora já não quer candidaturas duplas às Legislativas e às Autárquicas. Pobres candidatos assim não podem garantir o tacho.

Bem razão têm os candidatos do PS quando protestam contra a mudança de regras a meio do jogo.

É uma vergonha o que o PS está a fazer, assim vai aumentar o desemprego em Portugal!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Uma mão cheia de nada?!




Manuela Ferreira Leite promete "rasgar" as reformas educativas do governo de Sócrates, mas à gestão infectada de clientelismo assobia para o lado!


Será que acha que os Directores têm muita qualidade por serem antigos presidentes de Conselhos Executivos? E vai continuar com os "jobs for the boys" e pagar aos ditos de mais 750 euros? E ao subdirector, mais 400 euros! Além que este também já não tem de dar aulas!

Não estaremos perante mais uma taça de mel para apanhar moscas, perdão, votos...

E quando fizer as contas, quem pagará?! Será quem trabalha?!
E não irá congelar tudo como já fez e o Sócrates copiou?!


Estes políticos falam, falam, falam, mas no fundo só nos lixam!


Ao menos o outro não finge!


quinta-feira, 2 de julho de 2009

EH TOURO LINDO !

Fugiu-lhe a mão para a verdade. Deve ser uma investida às PMEs. Já agora oh lindo, como vais pagar ao Mexia o favor da compra do barracão da Quimonda Solar. É que a quimonda solar, para quem não sabe, é uma barraca inacabada e vazia. Quanto é que a EDP vai pagar pela barraca?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

ANTÓNIO BARRETO: " Todos sabem que a escola está hoje pior que há um ano"


"*A PUBLICAÇÃO,** pelo Ministério da Educação, do "Manual de Aplicadores" nãopassou despercebida. Vários comentadores se referiram já a essa tão insignepeça de gestão escolar e de fino sentido pedagógico. Trata-se de umcompêndio de regras que os professores devem aplicar nas salas onde sedesenrolam as provas de aferição de Português e Matemática. **Mais preciso epormenorizado do que o manual de instruções de uma máquina de lavar a roupa**. Mais rígidos do que o regimento de disciplina militar, estes manuais nãosão novidade. Podem consultar-se os dos últimos quatro anos. Sãoessencialmente iguais e revelam **a mesma paranóia controladora**: apretensão de regulamentar minuciosamente o que se diz e faz na sala duranteas provas.**-**ALGUNS** exemplos denotam a qualidade deste manual: "Não procure decoraras instruções ou interpretá-las, mas antes lê-las exactamente como lhe sãoapresentadas ao longo deste Manual". "Continue a leitura em voz alta: Passoagora a ler os cuidados a terem ao longo da prova. (...) Estou a serclaro(a)? Querem fazer alguma pergunta?". "Leia em voz alta: Agora voudistribuir as provas. Deixem as provas com as capas para baixo, até que eudiga que as voltem". "Leia em voz alta: A primeira parte da prova terminaquando encontrarem uma página a dizer PÁRA AQUI! Quando chegarem a estapágina, não podem voltar a folha; durante a segunda parte, não podemresponder a perguntas a que não responderam na primeira parte. Queremperguntar alguma coisa? Fui claro(a)?". Além destas preciosas recomendações,há dezenas de observações repetidas sobre os apara-lápis, as canetas, opapel de rascunho, as janelas e as portas da sala. Tal como um GPS ("Saia nasaída"), o Manual do Aplicador não esquece de recomendar ao professor queleia em voz alta: "Escrevam o vosso nome no espaço dedicado ao nome".Finalmente: "Mande sair os alunos, lendo em voz alta: Podem sair.Obrigado(a) pela vossa colaboração"!**-**A LEITURA destes manuais não deixa espaço para muitas conclusões. Talvez sóduas. A primeira: **os professores são atrasados mentais eincompetentes.**Por isso deve o esclarecido ministério prever todos**os passos, escrever o guião do que se diz, **reduzir a zero quaisqueriniciativas dos professores, normalizar os procedimentos e evitar queprofissionais tão incapazes tenham ideias**. A segunda: a linha geral doministério, a sua política e a sua estratégia estão inteiras e explícitasnestes manuais. **Trata os professores como se fossem imaturos e aldrabões**.Pretende reduzi-los a agentes automáticos. Não admite a autonomia. Abomina ainiciativa e a responsabilidade. Cria um clima de suspeição. **Obriga osprofessores a comportarem-se como "robots".**A ser verdadeira a primeira hipótese, não se percebe por que razão aquelaspessoas são professores. Deveriam exercer outras profissões. **Mesmo comcinco, dez ou vinte anos de experiência, estes professores são pessoas debaixa moral, de reduzidas capacidades intelectuais e de nula aptidãoprofissional**. O ministério, que os contratou, é responsável por umaselecção desastrada. Não tem desculpa.Se a segunda for verdade, o ministério revela a sua real natureza. Tem umaconcepção centralizadora e dirigista da educação e da sociedade. **Entendesem hesitação gerir directamente milhares de escolas**. Considera osprofessores imbecis e simulados. **Pretende que os professores sejamfuncionários obedientes e destituídos de personalidade**. Está disposto atudo para estabelecer uma norma burocrática, mais ou menos "taylorista",mais ou menos militarizada, que **dite os comportamentos dos docentes**.**-**O ANO** lectivo chega ao fim. Ouvem gritos e suspiros. Do lado, doministério, festeja-se a "vitória". Parece que, segundo Walter Lemos, 75 porcento dos professores cumpriram as directivas sobre a avaliação. Outrasfontes oficiais dizem que foram 57. Ainda pelas bandas da 5 de Outubro,comemora-se o grande "êxito": as notas em Matemática e Português nunca foramtão boas. Do lado dos professores, celebra-se também a "vitória". Nunca seviram manifestações tão grandes. Nunca a mobilização dos professores foi tãoimpressionante como este ano. Cá fora, na vida e na sociedade,perguntamo-nos: "vitória" de quem? Sobre quê? Contra quem? Esta ideia de quea educação está em guerra e há lugar para vitórias entristece e desmoraliza.Chegou-se a um ponto em que já quase não interessa saber quem tem razão.Todos têm uma parte e todos têm falta de alguma. **A situação criada é a deum desastre ecológico. Serão precisos anos ou décadas para reparar osestragos**.** Só uma nova geração poderá sentir-se em paz consigo, com osoutros e com as escolas.**-**OLHEMOS** para as imagens na televisão e nos jornais. Visitemos algumasescolas. Ouçamos os professores. Conversemos com os pais. Falemos com osestudantes. Toda a gente está cansada. A ministra e os dirigentes doministério também. Os responsáveis governamentais já só têm uma ideia emmente: persistir, mesmo que seja no erro, e esperar sofridamente pelaseleições. Os professores procuram soluções para a desmoralização. Uns pedema reforma **ou tentam mudar de profissão**. Outros solicitam transferênciapara novas escolas, na esperança de que uma mudança qualquer engane aangústia. **Há muitos professores para quem o início de um dia de aulas é um momento de pura ansiedade.** Foram milhares de horas perdidas em reuniões.Quilómetros de caminho para as manifestações. Dias passados a preencherformulários absurdos. Foram semanas ocupadas a ler directivas e despachosredigidos por **déspotas loucos**. Pais inquietos, mas sem meios deintervenção, lêem todos os dias notícias sobre as escolas transformadas emterrenos de batalha. Há alunos que ameaçam ou agridem os professores. E hádocentes que batem em alunos. Como existem estudantes que gravam oufotografam as aulas para poderem denunciar o que lá se passa. **O ministériofez tudo o que podia para virar a opinião pública contra osprofessores**.**Os administradores regionais de educação nãodistinguem as suas funções dasdos informadores. As autarquias deixaram de se preocupar com as escolas dosseus munícipes porque são impotentes: não sabem e não têm meios. **Todosestão exaustos**. Todos sentem que o ano foi em grande parte perdido. **Pior:todos sabem que a escola está, hoje, pior do que há um ano**.*"

QUEM SE METE COM OS PROFESSORES LEVA


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Os "sacos azuis" do PS

Já se está a tornar um hábito. O Partido Socialista tem sempre que criar uma fundação para "gerir" melhor o nosso dinheirinho.
Os "sacos azuis" do nosso PS estão a surgir como cogumelos! No "saco" Freeport já surgiu mais um rapazinho!
Afinal temos políticos que querem o melhor para Portugal ou uma cambada de oportunistas!
Todos os partidos têm de correr estas maçãs podres para começarmos a ter esperança!