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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

SUBSTITUTA DA POPOTA

Diz-se por ai que Luisa Tavares Moreira será a próxima inquilina da DREN. É caso para dizer: venha o diabo e escolha.
Esta sinhora, uma self made woman, forjada entre as novas fronteiras e as novas socratinidades, depois de tanto andar em pontas é capaz de atachar uns mesinhos de estrelato. Vamos ver se se confirma.






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quinta-feira, 12 de março de 2009

VAGAS DREN:é o fim, mais perto da Grécia...

Desapareceram milhares de vagas de quadro que serão necessárias. No entanto os QZPS desaparecem, tinham um vinculo com nomeação definitiva num quadro que desaparece. Não passarão para quadro de agrupamento porque não foram abertas vagas nem serão. Ficarão a meio de nada, com um vinculo perdido por uma reestruturação ilegal e inconstitucional. Isto vai para tribunal. Se a nomeação era definitiva não podem acabar com o vinculo. Essa coisa do DACL (destacamento por ausência da componente lectiva ) o que é isto??? tiram as pessoas dos quadros para irem para esta coisa, daqui para a bolsa, e da bolsa para a rua.
O objectivo é só este, colocar o máximo possível de docentes em situação precária, mesmo os que já tinham um quadro, sabendo-se que há necessidade desses professores, mas assim despromovidos facilmente são mandados para qualquer lado de casa às costas e despromovidos nas carreiras, salários e assistência à doença. Mais uma classe desfeita e empobrecida, famílias desfeitas, para a corja engordar o BPN e o BPP, para a CGD dar 62000000euros ao sr manuel fino, para pagar as reformas milionárias dos abutres. Quando já não houver mais nada a perder, iremos para a rua, viva à Grécia.
CHAMADA DE ATENÇÃO E REQUERIMENTO AO PREVEDOR DE JUSTIÇA

Caros Colegas,Gostaria de vos alertar para uma situação catastrófica que começou a ganhar forma com a publicação do Decreto-Lei nº 51/2009, de 27 de Fevereiro, e que se consolidará plenamente a 1 de Setembro de 2009. Perto dela, a avaliação (versão simplex ou não) parece uma brincadeira, “poeira para os olhos” para que nos distraiamos do essencial.
Refiro-me àquilo que já está a acontecer nas carreiras técnicas do Estado, nos vários ministérios, e que agora chega aos docentes: é a perda do vínculo, é a passagem (absolutamente inconstitucional e, já agora, absolutamente vergonhosa) dos docentes de quadro (QE e QZP) a contrato. Veja-se a forma cínica e abjecta como surge naquele Diploma Legal:
“Artigo 69.º -AAlteração terminológicaAs referências feitas no presente decreto-lei a nomeações definitivas e a nomeações provisórias consideram -se feitas a contratos por tempo indeterminado e a contratos por tempo indeterminado em período experimental, respectivamente.”
Assim, sem mais nada. Sem uma notificação, um documento qualquer a saber se se está ou não de acordo. Alteração terminológica? Não será mais “alteração da relação jurídica” tomada de forma unilateral? Coteje-se com o novo Diploma de Vínculos, Carreiras e Remunerações da Função Pública (http://www.dgap.gov.pt/) e vejamos se se trata apenas de ‘alteração terminológica’. À semelhança daquilo que está a acontecer com os quadros do Estado, chegou a vez dos professores.
Proponho que, também à semelhança do que os Sindicatos daqueles trabalhadores aconselharam, enviemos, todos nós, professores, um requerimento ao Provedor da Justiça (em anexo), solicitando a anulação deste artigo injurioso que, a seu tempo, provocará mais descalabro do que esta questão da avaliação que, para mim, já deveria estar há muito ultrapassada, pelo ‘Não, assim não, muito obrigada. Avaliada quero ser, mas de forma séria e honesta’.Colegas, o meu apelo para uma luta ainda maior: mantenhamo-nos juntos, associações, sindicatos, escolas, grupos e façamos um texto a solicitar a impugnação de todo este processo. Sejamos rápidos para evitar maiores males futuros.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Paredes de Coura GATE

A reacção de Paredes de Coura:
Numa decisão do Conselho Pedagógico do Agrupamento de Escolas Território Educativo de Coura foi aprovada a suspensão de algumas actividades. Num total de 164 actividades que integram o Plano Anual de Actividades, foram suspensas cerca de 10. As actividades suspensas foram apenas aquelas que não interferissem com questões pedagógicas e curriculares nem com a formação geral dos alunos, pois são estes o cerne do sistema educativo e jamais poderiam ser prejudicadas. Convém salientar ainda que o Plano Anual de Actividades é, como o próprio nome indica, um plano. É uma previsão, não é um documento jurídico,pelo que, pode ou não cumprir-se pelas mais variadas razões. Mais, é aprovado pelo Conselho Pedagógico e ratificado pelo Conselho Geral, pelo que, sendo um dos documentos emblemáticos da tão falada autonomia das escolas, só a estes órgãos compete a sua alteração. Ao longo destes últimos dias temos tido o (des)prazer de ler na comunicação social aquilo que a Associação de pais deste Agrupamento de Escolas tem vindo, numa atitude de pura má fé, a veicular: foram suspensas todas as actividades. A verdade é que foram suspensas cerca de 6% das actividades, num Conselho Pedagógico onde os Pais estão representados. Ou mentiram propositadamente ou então são pessoas com um coeficiente de inteligência tão diminuto, que não entenderam nada daquilo que o Conselho Pedagógico decidiu.
Aquilo que me espanta (a mim e a todos os professores deste agrupamento) é a importância dada ao desfile de carnaval! De facto é estranho que os Pais se preocupem com a participação no desfile de carnaval nas ruas da vila. Não é a comemoração do carnaval na escola (pois esta nunca esteve em causa), é a comemoração do carnaval na rua!
Os momentos que se seguiram são dignos de servirem para o guião de um filme ilustrativo do antigo regime: Terça-feira à noite: A presidente do Conselho Executivo é informada por telefone que está proibida de prestar declarações à comunicação social.
Quarta-feira de manhã: a escola recebe um email da Directora Regional de Educação do Norte, num português de difícil compreensão, determinando a realização do desfile. (segue em anexo).
Quarta-feira à tarde: Chegam à escola 2 elementos do Centro de Área Educativa de Viana do Castelo e 3 elementos da Direcção Regional de Educação do Norte. Durante mais de 4 horas pressionaram o Conselho Executivo a convocar os Professores para participar no desfile de carnaval. O Conselho Executivo não cede, pois a decisão foi tomada pelo Conselho Pedagógico. Esta equipa de intimidação faz a proposta de ser pedido aos professores para participar no desfile. O pedido é feito mais tarde aos Professores que não aceitam. Só participarão no desfile se forem intimados a tal pela DREN. Quinta-feira à tarde: Volta à escola mais uma equipa de pressão, agora constituída por 6 elementos do Centro de Área Educativa de Viana do Castelo. Durante várias horas pressionam o Conselho Executivo.
Informam que não saem sem uma resposta e não dão respostas quanto às consequências da não
convocação dos Professores.
Não é difícil perceber o que se passaria se o Conselho Executivo não convocasse os Professores para participar no desfile. Aquilo que a DREN não teve coragem foi fazer ela mesma a convocatória. O que vai acontecer é que os Professores deste Agrupamento vão participar no desfile pois estão solidários com o Conselho Executivo, no qual têm um imenso orgulho. E não vão só os professores que foram “obrigatoriamente” convocados. Os outros vão também. Vamos todos. Afinal, o importante para a qualidade da educação no nosso país são os desfiles de carnaval.
E não me venham dizer que há aqui interesses políticos! Por favor! Portugal é uma democracia! Ou não?

Professor de Paredes de Coura

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A POPOTA QUE FAÇA O CARNAVAL

Um desfile de Carnaval pelas ruas da vila de Paredes de Coura com os alunos do agrupamento estava previsto para sexta-feira, mas os professores, em reunião do Conselho Pedagógico, decidiram cancelá-lo, alegando falta de tempo para o preparar. A DREN diz que ordenou o desfile. Ordena??? mas já chegamos à Venezuela? P
Os papás estão tristes porque já não há festa e protestaram, só não os vejo protestar por não colocarem os pés nas reuniões da escola ou quando lá vão é para espancar docentes, ou por as escolas estarem ao abandono sem funcionários, porcas, porque as empresas de limpeza recebem bem e trabalham mal, ou protestar por a comida nas escolas cheirar a óleo rançoso do mau serviço de empresas privadas de catering, tornou-se tudo um negócio, ninguém protesta.
Nos países desenvolvidos é a comunidade que trata das festas, não têm que ser os desgraçados dos professores que andam há 15 dias a fazer reuniões intercalares pós laboral até às 21.00h depois de um dia de aulas, que ainda têm de alinhar na palhaçada.
Haja bom senso e sentido democrático, o que falta à popota, forjada no sindicalismo e vendida ao fascismo.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

GATO FEDORENTO CRITICA POPOTA

Clik na figura para ficar em bom tamanho.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

ESTUPEFACTO: AGRESSÃO E AMEAÇAS A UMA PROFESSORA NO CERCO

Foi como fiquei depois de ver o vídeo. Depois veio uma revolta interior, em que me imagino numa situação daquelas, aliás, não me imagino. Jamais toleraria um circo daqueles, a minha educação e formação não permitiriam aquele ultraje à sociedade, à instituição e à pessoa.
Compreendo que as pessoas são por vezes arrastadas pelos acontecimentos, pela intimidação, pela necessidade, por um cansaço.

Vamos agora a outras reacções e responsabilidades:
- O Sr. Presidente das Associações de Pais do Porto , veio acusar os Sindicatos de terem orquestrado tudo. Mesmo que o achasse, devia calar-se, pois não representa o seu umbigo, a sua palavra é institucional. Como pai exijo a sua demissão. Apelo também aos sindicatos que o ponham em tribunal a provar as afirmações. Também gostava de saber a sua militância.
- Pais de alunos do Cerco admiraram-se até da pistola ser de plástico, pois não faltam armas brancas a circular na escola, e professores e funcionários agredidos.
- A governadeira da DREN achou que aquilo era tudo a brincar, coisa de crianças, uma bagunçada até autorizada pela professora, claro, mesmo quando esta quis fugir da sala. Mas desta senhora, já ninguém espera nada, todos esperamos que seja saneada como fez ao Charrua, terá o seu tempo.
- Os sindicatos, não sendo esse o seu papel, foram a única instituição a condenar veemente todos os aspectos deste filme de terror. Obviamente o super Mário colocou alguma ironia, pois é o que apetece. O ministério da educação está a ruir em todas as frentes_ e aqui del rei que não se passa nada.

O sr Sousa, por teimosia, não faz uma limpeza no ME, e até se fazer um nojozinho desde a última manifestação de 120000 professores, a coisa vai apodrecendo. Mais uns recuos aqui e acolá, numa de ir minimizando estragos até às eleições. Mas ai será tarde…

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

DESABAFOS DE UMA PROFESSORA, a propósito dos mails da DREN

Ex.mos Srs.

Sou professora há vinte e oito anos. Durante todos estes anos não tive o prazer de receber uma única carta (a Internet é uma invenção recente) nem um e-mail dos vossos serviços, excepto quando fui convidada pelo então ministro David Justino para participar nos Encontros de Caparide, sobre os novos programas de Português. Este convite deveu-se ao facto da minha escola ter estado durante cinco anos consecutivos nos cinco primeiros lugares dos Rankings dos Exames Nacionais do Ensino Secundário e de eu ser uma das professoras responsáveis pelos resultados. De repente, recebo duas comunicações endereçadas por noreply a convidar-me a colocar os meus objectivos on-line (provavelmente para me poupar trabalho e para evitar ter que os discutir com a minha avaliadora, conforme a lei obriga) e ainda três esclarecimentos enviados pelos vossos serviços. Assim gostaria de esclarecer que:
1º Não sou loura nem burra;
2º Sei ler e interpretar a legislação, que mal seria se o não fizesse sendo professora de Português, mas, admitindo que o não fosse, tenho amigos e familiares advogados e juízes sempre prontos a esclarecer-me;
3º Desde o concurso para professores titulares, considero que os vossos serviços não merecem a honra de me contactarem nem de receberem uma resposta minha;
4º Durante vinte e oito anos de serviço dediquei a minha vida à escola, e expensas da minha própria família (prescindi mesmo da licença de amamentação do meu filho para orientar estágio, a pedido do Conselho Directivo, por não haver ninguém disponível e para não perdermos o núcleo de estágio);
5º Na escola onde lecciono, a Secundária de Barcelos, dos professores no 9º escalão, só eu e uma colega do mesmo Departamento ocupámos um tão grande número de cargos. Estive durante três mandatos no Conselho Executivo, fui Directora de Turma, orientei o estágio da Universidade Católica de Braga, orientei estágio na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Docente de Apoio Pedagógico), fui Coordenadora dos Directores de Turma, fui Coordenadora de Departamento e de Secção. Dos cargos existentes na escola só não fui Directora da Biblioteca nem doutras instalações, nem pertenci à Assembleia de Escola;
6º Quase todos estes cargos foram exercidos antes de 2000, ficando, por isso, fora dos sete anos escolhidos para a candidatura a Professor Titular (Portugal deve ser o único país em que Curriculum Vitae não significa toda a vida mas apenas sete anos. A propósito, fui confirmar e no meu processo há registo de todos os meus cargos, de todas as minhas faltas, horários de todos os meus anos lectivos ao contrário do que a Sra. Ministra afirmou quando justificou que o concurso só dizia respeito aos últimos sete anos por falta de registos anteriores;
7º Quase me esqueci de mencionar (pois para o Ministério parece ser o menos importante) que fui professora, tenho anos lectivos sem uma única falta, os meus alunos continuam a ser excelentes nos Exames Nacionais, fiz, para me actualizar todas as acções do Projecto Falar sendo, por isso, Professora Acompanhante dos novos programas de Português;
8º Consegui no concurso para Professora Titular 124 pontos mas não tive vaga, pelo que não passo duma mera professora, que nas palavras da Sra. Ministra não pertence ao leque dos professores excelentes que os pais devem ambicionar para os seus filhos. Na minha escola, num outro Departamento, uma colega é Titular com oitenta e poucos pontos, o mesmo acontecendo noutras escolas;
9º Como aparte devo referir que muitos dos meus antigos alunos desejam que eu seja a professora dos filhos, sabe-se lá porquê!
10º Neste momento, de acordo com a lista graduada da minha escola, descobri que estou no limbo (apesar do papa o ter extinguido) pois apenas tenho o meu índice remuneratório, não pertencendo a nenhum escalão;
Assim, e em jeito de conclusão, agradecia que parassem de me enviar e-mails. Para o caso de não lerem este, vou assinalar no meu o vosso endereço como spam evitando assim enervar-me sempre que vejo o vosso contacto.

Sem mais

Ana Maria Bonifácio

sábado, 6 de dezembro de 2008