segunda-feira, 12 de abril de 2010

Da Ordem dos Professores

A associação nacional de professores pugna por uma ordem. Isto até cheira a Salazarismos, ahahah.

Voltando à séria. Uma ordem teria interesse para valorizar a profissão, uma ética, uma deontologia, o essencial e o estrutural da profissão.

Ora isto não interessa nem aos sindicatos nem ao ME. Ambos perderiam margem de manobra.

O ME teria menos margem para por exemplo aprovar a MERDA de cursos que por ai proliferam, ou impingir avaliações e estatutos kafkianos.

Os sindicatos perderiam poder negocial nalgumas matérias, mais do foro profissional, onde por vezes toma posições que nos lixam a imagem e brio profissional.

A associação nacional de professores, devia era ir plantar batatas e deixar a matéria para quem sabe. Ora dizer que na ordem estariam representados os encarregados de educação e mais não sei quem, é de bradar aos céus. As ordens servem para dignificar e regular as profissões no interesse dos servidos, sendo exclusivamente profissionais. Ora vejam o mestre albino, o pai dos pais, na ordem dos professores ??????????????!!!!!!!!!!!!

Pois...

Não me arrepia uma ordem. Vejo até algumas vantagens, na linha do que mencionei, e depois, como em todas as profissões, há por ai uns professores que precisavam de uma ordenzinha, que o ME não se dá ao respeito, e a coisa feita pelos pares sempre era melhor aceite.

Em Portugal o professor não é um profissional liberal, a profissão é tutelada pelo estado e por isso a ordem tem feito pouco sentido. Mas, chegados aqui, onde vários problemas se levantaram, sem que ME e por vezes sindicatos zelem pelo superior interesse da profissão, é de equacionar a coisa, mas, a ANP que vá plantar batatas, o que preconiza, está distante do que é uma ordem e especialmente uma ordem que interesse à profissão.

2 comentários:

Safira disse...

Inteiramente de acordo!

donatien alphonse françois disse...

A ordem não serve rigorosamente para nada!
Mas também não serve para certificar habilitações académicas superiores, pois, se assim fosse, a Ordem dos Arquitectos já teria posto travão às centenas de licenciados por universidades de aviário. O mesmo, relativamente a licenciados em Direito em Engenharia.

E quanto a ética...os de cima é que precisam.