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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Avaliar... Avaliar...Até ao Juízo Final!

Hoje li um artigo no jornal Público que corrobora o que se passa no meu local de trabalho com a moda da "avaliação individual do desempenho" e dos "objectivos".
A avaliação, em vez de promover a colaboração e o trabalho de grupo e assim conseguir uma melhoria da qualidade, está a criar um ambiente de guerra latente, surda e suja que tudo destrói. Agora quando vemos algo errado não tentámos corrigir, ajudar ou colaborar na solução... Assobiámos para o lado e que se lixe! Afinal no fim a avaliação não consegue ser justa e obteremos até melhor resultado se não fizermos "ondas"!
Citando Christophe Dejours, "A avaliação individual é uma técnica extremamente poderosa que modificou totalmente o mundo do trabalho, porque pôs em concorrência os serviços, as empresas, as sucursais – e também os indivíduos. E se estiver associada quer a prémios ou promoções, quer a ameaças em relação à manutenção do emprego, isso gera o medo. E como as pessoas estão agora a competir entre elas, o êxito dos colegas constitui uma ameaça, altera profundamente as relações no trabalho: “O que quero é que os outros não consigam fazer bem o seu trabalho.” "

Texto no Público>>

E este "des"governo do Partido dito Socialista de José Sócrates continua a minar, a denegrir as pessoas que trabalham, a tentar que se sintam culpadas por trabalhar, a tentar convencê-las que só o rumo que traçaram para o país é o correcto, que são elas as culpadas da crise! Enquando governam sem rumo, ao sabor dos poderosos, e só se preocupam em impedir que isto se descubra!

Espero que esta tempestade se dissipe antes de destruir o que resta de bom na sociedade!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Agora avalia-se “à peça”


Segundo o Jornal de Notícias e o Público os polícias vão ser avaliados “à peça” como se fossem costureiras, sem desprimor para as costureiras. Nas esquadras de polícia estão afixados objectivos para as detenções pelo que proponho para a PSP o slogan “detenha um cidadão e terá uma boa avaliação”.
A mania deste Governo de tentar avaliar tudo “à peça” na Educação, na Justiça, em toda a Função Pública em detrimento da qualidade promete levar Portugal a novos patamares de progresso a que as gerações futuras vão, seguramente, chamar “sogresso”.
Nas escolas já se nota este “sogresso” com os professores a se digladiarem entre si na ânsia de impressionar o “novo” director. Nas Finanças quando o assunto é complexo, e demorado, temos que tirar mais senhas para não prejudicar o funcionário. Nos tribunais todos vão fugir dos processos complicados…
O maior cego é quem não quer ver! A avaliação por objectivos nos bancos levou os funcionários a emprestarem dinheiro sem critérios rigorosos. Agora estamos a pagar essa mania dos objectivos com uma crise que tudo parece levar no turbilhão!
Toda esta mania da avaliação “à peça” de José Sócrates vai-nos levar longe…

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Golpe Baixo

O Ministério da Educação, numa estratégia de bigbrother, arranjou uma aplicação informática , onde os professores devem descarregar os seus objectivos. A lei diz que os objectivos são discutidos entre avaliador e avaliado, e ficam arquivados no processo do professor, depositado na escola.

Pensa MLR avaliar 150000 professores no ministério? adivinhem qual a sua intenção...


Mais uma tentativa controleira e centralista à revelia da lei, com o propósito de intimidação, muito em comunhão com o espirito do processo de avaliação, importado do Chile e aplicado pelo ditador Augusto Pinochet (o tal que na ditadura demourou 6 anos a aplicar).


A trindade ministerial, volta a dar mais uma machadada no processo, denotando aqui um especial faro para fazer sangue. Assim não vamos a lado nenhum.